Greve em hospitais universitários afeta exames, consultas e pequenas cirurgias eletivas no Hucam, em Vitória
01/04/2026
(Foto: Reprodução) Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam) em Vitória, Espírito Santo.
Divulgação/Ufes
No Espírito Santo, a paralisação de trabalhadores de hospitais universitários, realizada em todo o país desde a última sexta-feira (27), está impactando parte dos atendimentos no Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes (Hucam), em Vitória.
Segundo os grevistas, a paralisação atinge principalmente áreas administrativas, enfermarias e procedimentos eletivos, como exames, consultas e pequenas cirurgias agendadas sem urgência. Atendimentos de urgência e setores críticos, como UTIs, estão mantidos.
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A greve é motivada, segundo os servidores, por salários defasados desde o último acordo coletivo, válido para 2023 e 2024. Os trabalhadores pedem recomposição salarial acima da inflação e afirmam que a HU Brasil, estatal que administra os hospitais universitários, não apresentou proposta compatível.
O movimento é liderado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Saúde, que representa enfermeiros, técnicos, médicos e outros profissionais. Os sindicalistas informam que pacientes afetados estão sendo avisados com antecedência sobre remarcações.
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Impactos da greve
Não há número oficial de trabalhadores parados. O setor administrativo deve ser o mais impactado, com maior adesão.
Nos atendimentos eletivos, parte dos serviços foi suspensa. Em setores críticos, como UTIs, a paralisação não chega a 10%.
Apesar das estimativas, durante a tarde desta quarta-feira (1º), pacientes ouvidos no Hucam não relataram falta de atendimento.
Em nota, a HU Brasil informou que segue em negociação com as entidades e que apresentou proposta econômica para avançar no acordo. A estatal disse ainda que adotou medidas para garantir a continuidade dos serviços essenciais.
A empresa também informou que acionou o Tribunal Superior do Trabalho (TST) com pedido de dissídio coletivo de greve após a rejeição da proposta pela categoria. Segundo a HU Brasil, a medida busca garantir o atendimento à população.
⁉️ O dissídio coletivo de greve é um processo na Justiça do Trabalho acionado quando não há acordo entre trabalhadores e empregadores e a categoria entra em greve. Nesse caso, o tribunal passa a intermediar o conflito e pode definir regras e condições para a paralisação.
O TST, por sua vez, determinou a manutenção de, no mínimo, 80% do efetivo de trabalhadores nas áreas assistenciais e administrativas, sob pena de multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento.
A HU Brasil informou que, na última proposta apresentada, constava:
Reajuste de 100% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do período, aplicado à remuneração e a todos os benefícios, garantindo a recomposição integral da inflação;
Abono das faltas decorrentes da greve;
14 cláusulas sociais a serem incorporadas às já existentes, com avanços em áreas como proteção às mulheres e à população LGBTQIAPN+, maior flexibilidade nos agendamentos e fruição de férias, entre outras.
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